A evolução do biscoito no mundo

A evolução do biscoito no mundo
Autor: SEBRAE NACIONAL

Nesse texto será apresentado como surgiu e a evolução no processo de fabricação do biscoito em todo mundo

Os primeiros registros existentes sobre os biscoitos remetem à época dos faraós. No antigo Egito foram encontradas, dentro da tumba do faraó Ti, pinturas que mostram um trabalhador assando biscoitos. Os homens já haviam descoberto que do trigo cultivado às margens do rio Nilo, poderiam fazer uma massa, que se tornava mais saborosa depois de aquecida. 

Os biscoitos eram assados em fornos rústicos e moldados com formas humanas ou de animais para serem oferecidos às divindades. Os egípcios acreditavam que, dessa forma, teriam chuvas e solo fértil o ano inteiro. 

O hábito de produzir biscoitos estendeu-se aos poucos para outras regiões do Mediterrâneo e do Oriente Médio. Na Grécia, os Dipire’s, ou pães assados duas vezes, também assinalaram o nascimento do biscoito.

Biscoito de guerra

Uma das funções iniciais do biscoito foi servir como suprimento de batalha na Roma antiga. Os padeiros assavam os pães duplamente para abastecer as legiões. Já o “biscoito de guerra”, seco e pequeno, tomou o lugar do pão de campanha em 1792. 

Nessa mesma época, o exército russo utilizava o “biscoito de carne”, criado pelo príncipe Dolgorouki, enquanto as tropas inglesas consumiam biscoitos inventados por oficiais.

Biscuit

Mas foram os franceses que, ao longo dos séculos, descobriram novas técnicas para produzir biscoitos. A principal delas consistia em assar a massa duas vezes. Assim, a umidade se reduziria bastante e o período de conservação seria maior. A palavra “biscoito” vem justamente daí: o termo em francês biscuit, que significa “assado duas vezes”.

A popularidade do biscoito aumentou rapidamente em meados do século XVII quando, na Europa, começou-se a servi-lo para acompanhar o chocolate ou o chá. O progresso dos negócios com biscoitos alertou as autoridades municipais, que viram uma boa fonte de renda em taxas e impostos. 

A partir de então, acelerou-se a busca por métodos e modos mais econômicos e de maior rendimento na fabricação, começando o processo de industrialização desse setor.

A Inglaterra mostrou ser um bom mercado produtor, onde se fabricavam vários tipos de biscoitos muito saborosos e procurados. A exportação foi iniciada para as colônias britânicas e, em pouco tempo, quase todas as cidades importantes dos Estados Unidos consumiam o “biscoito para chá e café dos ingleses”.

A importação dos biscoitos pelos Estados Unidos

Nos primeiros anos, como uma colônia não industrializada, os Estados Unidos não tinham condições de fabricar os biscoitos. Reconhecendo a importância desse mercado, importaram da Inglaterra os equipamentos necessários e deram início à indústria norte-americana de biscoitos.

O passo seguinte, em razão da necessidade de fabricarem peças de reposição para as máquinas, foi a implantação das indústrias para a fabricação de equipamentos para a produção de biscoitos. Isso fez com que as importações de biscoitos ingleses declinassem e a indústria norte-americana de biscoitos se desenvolvesse, chegando ao primeiro lugar na produção mundial. 

Cookie

Os americanos abandonaram o nome “biscuit” e adotaram o termo “cookie”, nome de origem holandesa que significa “bolo pequeno”. Houve, então, uma separação bem definida entre os tipos de biscoitos. Os cookies eram os adocicados, e os saltines, os de sabor salgado. Além disso, os cookies cresciam por ação química, enquanto os saltines eram fermentados por meios biológicos.

A embalagem hermeticamente fechada dos biscoitos, desenvolvida para conservar suas características originais, foi inventada pelo alemão Hermann Bahlsen, em 1904. Hoje, há mais de 200 tipos de biscoitos, fabricados por uma indústria altamente especializada.

Acesse a íntegra do documento: Biscoitos Caseiros não industrializados